
Fui assistir Onde os Fracos Não Têm Vez (No Country For Old Men, EUA, 2007), com ingressos que ganhei de um amigo e posso dizer que não odiei o filme, apesar de ter achado muito grotesco ao ver seu trailler antes d’O caçador de pipas. Não é o tipo de filme “ame-o ou deixe-o”, pois tem alguns méritos, um deles é fazer pensar. Uma pergunta de um casal saindo do cinema foi hilário: “será que somos burros, ou o filme não tem pé nem cabeça?”. A primeira vista, essa é a nítida impressão que o filme dá, que Joel e Ethan Coen (diretores e adaptadores de roteiro) simplesmente esqueceram o início e o fim do filme. Porém, dois dias depois, pensando, posso dizer que considero um filme bom.
A atuação dos atores, porém, é realmente digna de menção: Javier Bardem, Tommy Lee Jones, Josh Brolin e Carson Wells, bem como os coadjuvantes. O filme, baseado no romance de Cormac McCarthy, traz a história de Llewelly Moss (Josh Brolin), um caçador que encontra, em meio aos corpos de traficantes em guerra, uma valise com milhões de dólares. O suposto dono da valise encomenda a cabeça de Moss e o incumbido da tarefa é Anton Chirurg (Javier Bardem), um psicopata que costuma não deixar vivo quem encontra pela frente. Na linha de fogo está o velho xerife da cidadezinha de Moss, Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones) que busca duas coisas: ter esperança no ser humano e salvar Llewelly Moss.
A temática psicopata-mocinho-polícia não é muito nova, mas a maneira na qual foi montado o filme (fotografia, trilha sonora (?!?), preparação de atores, cenografia) é bastante original. Nada de extraordinário, mas também não se pode dizer que não houve inovação.
Se vale a pena? Quem quiser, pague para ver…
Curiosidades: Este filme tem oito indicações ao Oscar (Filme, Diretor, Ator Coadjunvante (?!?) (Javier Bardem), Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Edição de Som e Efeitos Sonores), além de ter faturado a o prêmio britânico BAFTA e a prévia do Oscar, o Globo de Ouro, também como melhor ator coadjuvante.
quero muito ver esse filme!
Grande Petê…
assisti este filme logo no seu lançamento e fiquei um tanto decepcionado, talvez por toda a pompa que a crítica especializada esteja atribuindo a ele. Tem uma trama bastante interessante e subtextos muito inteligentes, fora aquele óbvio traduzido pelo policial (Tommy Lee Jones) do embate entre o velho e o novo – os valores de preservação da vida e a violência excessiva. O lance de matar o protagonista é genial, sem dúvida. Javier Bardem está excelente, ainda que seu personagem seja unidimensional – já que vc não sabe o que realmente o motiva, o ator dá uma carga de emoção no olhar vazio que é fantástica. Acho q o problema é q eu esperava muito do filme e também que essa velha história de gato e rato no Novo México tem uma referência direta aos velhos faroestes, quais não curto muito.
Abraço e boa semana
Qdo saí do cinema tive a impressão de q não tinha gostado do filme
dois dias depois percebi q adorei! rs…
abçs