Momentos conturbados nublam a imaginação de uma forma estranha. Não há motivo, na verdade, para tal conturbação. Talvez a vida esteja mais veloz e eu, ingênuo, tento brecá-la para meu passo. Eu, que sempre corri para ela me alcançar, agora peço arrego, ao menos por um momento.
Muito trabalho, talvez?
Ou muita vontade de fazer mil coisas, traçar mil planos, mas muitas coisas se esvanecem como volutas que dançam em frente ao espelho depois de um banho quente.
Às vezes é só o que desejo: um belo banho quente.
E a vida, tão veloz, me agarra pela mão e faz com que eu a siga, ensandecido. Tantas coisas que ainda não vi, tantas mtas que não alcancei, tantas páginas que não li. Outrora eu adoraria esse ritmo louco da vida, mas agora quero paz.
Muitas vezes, apenas é a paz que desejo.
E tantas coisas que contradizem meu bom humor, que me tiram do sério, que me enfadam, que me surtam. Ainda há verdes olhos que me acalmam, doces beijos que me alimentam o querer. Ainda me seguram nos eixos.
Porém, quando deles me despeço, que há de se fazer, que faço então?
Volto ao mundo enlouquecido, sem freio.
Esqueçam tudo que eu disse. São apenas lamentações de mim, que as odeio de todo meu coração. Ou falta de imaginação.
Ou quem sabe, os dois…
Eu, que sempre corri para ela me alcançar, agora peço arrego, ao menos por um momento.
Tô nessa….
Ótimo texto.
Um abraço.
“E tantas coisas que contradizem meu bom humor, que me tiram do sério, que me enfadam, que me surtam”. Nunca uma frase foi tão verdadeira para mim.
Adorei o texto.
Grande Petê…
Como estamos muito longe, o q posso fazer é enviar vibrações positivas para q as coisas tomem um rumo (não que elas se estabilizem, o q dá a idéia de estagnação), mas que o caos faça um tanto de mais sentido, para prosseguir nele.
Qualquer coisa, pode contar com esse teu amigo blogueiro.
Abraço
Lamentações, coisas nossas e que muitas vezes só precisam de um lugar para pousar…
Eu percebo que só de falar já faz um bem.
Beijos, honey!
Acho que eu deveria ser baiano, o ritmo lento semrpe me agradou mais. Crise, amigão?